Mostrando postagens com marcador poeta brasileiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poeta brasileiro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de março de 2010

SE PUDERES


" Manda-me verbena ou benjoim no próximo crescente
e um retalho roxo de seda alucinante
e mãos de prata ainda (se puderes)
e se puderes mais, manda violetas
(margaridas talvez, caso quiseres)

( ...)

manda-me tudo pelo vento:
envolto em nuvens, selado com estrelas
tingido de arco-íris, molhado de infinito
(lacrado de oriente, se encontrares)


Caio Fernando Abreu


imagem,google

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

SUGESTÃO




"Lembre-se, somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas...
Nós somos o amor..."

Carlos Drumonnd de Andrade


Imagem,google

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O SOM DO SILÊNCIO


"Preciso do teu silêncio
cúmplice sobre minhas falhas

Não fale.
Um sopro, a menor vogal pode me desamparar.
E se eu abrir a boca minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo, pode construir.
É um modo

denso, tenso - de coexistir.
Calar, às vezes, é fina forma de amar."

Affonso Romano de Sant'Anna

Imagem,Lis

sábado, 14 de novembro de 2009

ELEGÂNCIA




"Ei-lo, quieto, a cismar, como em grave sigilo,
vendo tudo através da cor verde dos olhos,
onça que não cresceu, hoje é um gato tranqüilo.
A sua vida é um "manso lago", sem escolhos...
Não ama a lua, nem telhado a velho estilo.
De uma rica almofada entre os suaves refolhos,
prefere ronronar, em gracioso cochilo,
vendo tudo através da cor verde dos olhos.
    Poderia ser mau, fosforescente espanto,
    pequenino terror dos pássaros; no entanto,
    se fez um professor de silêncio e virtude.
    Gato que sonha assim, se algum dia o entenderdes,
    vereis quanto é feliz uma alma que se ilude,
    e olha a vida através da cor de uns olhos verdes."
    Cassiano Ricardo


    imagem, 1000Imagens,Daniel Ligeiro

    sexta-feira, 13 de novembro de 2009

    SILENCIO



    "Que esta minha paz e este meu amado silêncio
    Não iludam ninguém
    Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
    Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
    Acho-me relativamente feliz
    Porque nada de exterior me acontece...
    Mas,
    Em mim, na minha alma,
    Pressinto que vou ter um terremoto!"

    Mário Quintana


    imagem,liss,livejournal