" A chuva embate com fúria contra as janelas, às rajadas do
vento. Estou mais só, sem a passagem de mim para lá da
vidraça.
Se tu viesses.
Ainda que trouxesses a tua pequena
ruga de irritação.
E se te sentasses aqui comigo à braseira a
ouvir a tempestade. E eu te tomasse uma tua mão,
abandonada e fria.
E houvesse calor bastante em fitar o teu olhar.
E soubesses como era bom eu olhar-te.
E inventássemos a harmonia de estarmos assim
um com o outro até sempre,
a ouvir a chuva e o vento.
E ficássemos assim em silêncio, por já
termos dito tudo."
Vergílio Ferreira
vidraça.
Se tu viesses.
Ainda que trouxesses a tua pequena
ruga de irritação.
E se te sentasses aqui comigo à braseira a
ouvir a tempestade. E eu te tomasse uma tua mão,
abandonada e fria.
E houvesse calor bastante em fitar o teu olhar.
E soubesses como era bom eu olhar-te.
E inventássemos a harmonia de estarmos assim
um com o outro até sempre,
a ouvir a chuva e o vento.
E ficássemos assim em silêncio, por já
termos dito tudo."
Vergílio Ferreira
(... é bem provável que só chova mais )
Imagem, cedida gentilmente por armindoalves,Terra Viva




