quinta-feira, 23 de julho de 2026

/// procura a poesia


"Penetra  surdamente no  reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados. Mas não há desespero, há
calma e frescor na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com os teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Não dramatizes, não invoques, não indagues.
Não perca tempo em fingir
 Não te aborreças.
Espera que cada um se realize e se consume.
Com a sua palavra. Com seu poder de silêncio.
Não forces o seu poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu. Aceita-o.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face oculta.
Repara:
 elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono."
... 
(Carlos Drummond de de Andrade )


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sábado, 18 de julho de 2026

// a voz sem rosto


...
Sem saber seu  dono , a voz é sem rosto. 
Porém ,não é neutra. O filósofo já havia dito 
que 'a relação com uma voz é inevitavelmente amorosa,
e
 é por isso que é na voz que explode a diferença.'

( Roland Barthes)

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terça-feira, 14 de julho de 2026

/// dos amores e paixões


Li por aí, uns versos apaixonados que diziam :
"não acredito que quando choras, não vejas que uma da tua lágrima é minha '
É de muita beleza essa frase _ quando choras ele sente tua lágrima. 
Dou sempre razão aos poetas,. 
 E, quando não tem razão a gente perdoa.
Os poemas são perfeitos ,indizíveis, insondáveis e
sempre tropeço neles. aqui ou acolá. 
Lemos seus poemas mil vezes, como se cada frase fosse direcionada.
As lágrimas ? enxugamos e cantarolamos o dia todo.
 Temos que precaver para não perder o passo o ritmo, a batida ,o tempo.
Nessa confusão momentânea quase somos 
 parceira de Beethoven, o Magnifico.
:))

( no inverno do Brasil, julho/2026/liscosta)

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

/// hei de trazer-te


"Hei de trazer-te aqui para te mostrar
pequenos barcos brancos que levam o verão
desenhado nas velas e trazem no bojo a alegria dos
arquipélagos onde se ama sem azedume nem pressa.
Aqui, temos a ilusão breve de que os dias sabem a
pólén e esvoaçam nas asas das borboletas como carta
eternamente sem resposta"
( José Jorge Lemos )

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(fotografia _Lago subterrâneo 'Saint Leonard', localizado de 30 a 70 metros,
abaixo dos vinhedos ,no Valais, na Suiça, junho,2026

quinta-feira, 2 de julho de 2026

/// ode a melancolia do Inverno brasileiro


 " No dia que fui mais feliz ,eu vi um avião
se espelhar no seu olhar ,até sumir.
de lá pra cá 
não sei ... 

Há algo que jamais se esclareceu :  vi um barco
embriagado ao mar, o ocidente se assombrar,
 e um avião se espelhar no seu olhar.
  Até sumir.

E, de lá  pra cá ,não sei 
faço
    longas cartas pra ninguém.

 O inverno 'por lá ' é quase glacial ."
(...)

( trecho de  Inverno de Adriana Calcanhoto)

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(fotografia: junho /2026 pousando em Lisboa,Portugal)

segunda-feira, 22 de junho de 2026

// hora de voltar ...


Já reclamam a minha volta ao ninho,
o  que exigirá que faça algo além do verbo habitar.
Dizem que as cidades são como as mulheres,
as vezes ciumentas.

Sendo assim, espero que a intensidade se encolha,
 o estoque de fotografias não se desfaça ,
continue contemplando as nuances que embaralham os dias 
 deixando livre a exuberância da alma  poética,
 com cuidado para não voar muito alto.

Ainda em conexão rápida no Rio de Janeiro,
para levar  também para casa a minha felina
 (a Pitty) , que anda tristonha sem a sua dona. 

As palavras também ficarão em trânsito resvalando
 entre um ou outro vento, em descuidados equinócios .
Estarei chegando lá no friozinho básico do inverno brasileiro 
que é sempre bem suave, quase imperceptível.

Me esperem , enquanto desfaço as malas e  tão logo
 meu  relógio biológico se adaptar, voltarei
ao convívio dos amigos.

Com abraços e muito afeto.


simplesmentelis,outroblog.
(da minha varanda, em Vitória,es)

segunda-feira, 15 de junho de 2026

/// Um pouco da Suiça


Os brasileiros não precisam Visto para visitar a Suiça.
Somos bem-vindos !
 O País é pequeno, admirado e respeitado mundialmente.

A Suiça não tem um idioma nacional.
O País é dividido em regiões linguísiticas ,e a língua falada 
 depende da sua história e da geografia dos países vizinhos.


 A capital é BERNA , 
famosa pela sua arquitetura medieval e pelo Rio Aare de uma cor
esmeralda notável e uma  correnteza cristalina.. 
Em Berna o idioma oficial é o alemão e ocasionalmente o francês.
Historicamente foi influenciada e povoada
por povos germânicos (alemães)
  por estar próximo a fronteira da Normandia.

ZURIQUE _ A maior cidade do País, um dos principais centros financeiros e cosmopolitas do mundo . Mesmo com a energia a pulsar financeiramente, não perde o charme. Considerada uma das ruas mais caras e famosas do mundo perfeita para quem gosta do luxo, relógios caros e renomados chocolates.

 O idioma oficial é o alemão sendo o inglês também muito usado na cidade. Na prática a população utiliza o suiço-alemão (uma variante do dialeto).

Acabo de chegar de Zurich e visito a cada temporada anual .porque além de ser linda, tenho uma  amiga  brasileira, de quem preciso matar saudade.


GENEBRA : Por ser sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e
 abrigar a Sede Europeia da ONU , é conhecida como a capital da Paz.
Seu cartão postal é o Jet d'Eeau .. uma fonte situada na
 periferia do lago de Genebra ,com um jato d'água de
 140 metros de altura.

É a cidade do fascinante mundo dos relógios e de uma Catedral
 com 157 degraus e uma vista panorâmica incrível.

O idioma é o francês e o clima  oficial é o frio (risos ).
O sol tem muita preguiça de acordar.

Nota  _ no final dessa semana _de 14 a 17 , os países 
do G7 se reunem na cidade termal francesa
 de Évan-les-Bains, uma cidade turística perto da fronteira 
 entre o lago de Genebra e os Alpes.
Já estavam previstos  protestos contra a cúpula e devido a localização
 geográfica singular entre as duas nações (França e Suiça), existe 
 o compromisso mútuo reforçado com a segurança
e as manifestações começam  a acontecer em Genebra.
Uma mobilização gigantesca  na cidade e a violência e
o quebra-quebra já ocorrido em 2023., se repetem por aqui.
E o domingo foi assustador , pude presenciar grande maioria de jovens
encapuzados incendiando um bar e um automóvel ...

E a Suiça nem faz parte dos países do  G7 ...(sr.Macron,por favor !)


LAUSANNE : é a sede do Comitê Olímpico Internacional e
 se destaca pela sua localização nas colinas à beira do Lago de Genebra.
 Sua rica vida cultural , é conhecida pela beleza,
 com suas ruas de paralelepípedos, seus vinhedos e  uma vista
 deslumbrante dos Alpes.

 A cidade oferece um ambiente confortável, apesar das muitas
 subidas e e descidas, no alto da colina.
 Essa combinação de cultura e paisagens belíssimas
 torna Lausanne uma visita  imperdível.

Volto sempre a Lausanne.

MONTREUX: a pérola da Riviera Suiça, entre montanhas íngremes e colinas encanta por seu clima mediterrâneo. É  conhecido mundialmente pelo 'Montreux Jazz.', Festival de Música que acontece anualmente no verão.

 É um lugar especial para relaxar nos seus muitos cafés na orla e nem sentimos falta do mar porque os lagos ocupam grande parte e vistos de todo lugar .

A orla do lago é ladeado de flores, esculturas ,árvores mediterrâneas e um luxuoso hotel com vista para o Lago Léman e fica a 10 km das montanhas Rochers de Naye. 

E tem os lagos ...
Imensos e apaixonantes, meu passeio favorito (bem ao lado de casa).


E o inverno , quando chega é bom desacelerar os sentimentos 
e aguardar os dias brancos da neve. 

Na montanha

A Suiça é bem próxima das  cidades europeias ,em outro momento (para não cansar), falo das lindas cidadezinhas ao redor de Genebra ( Annecy, Vevey, Berna, Morges ,Yvoire e muitas outras com nomes impronunciáveis.

E claro da vizinha Portugal,  de Londres, de Paris, de Praga na Chéquia  por onde passei e sem esquecer a  querida  Carroz dÁrâches  ,uma montanha gelada na região francesa , no Alta Saboia, onde a família tem um cantinho para curtir a neve.

(Esse final de semana conheci um pedacinho da Alemanha )

(Pesquisa feita na Web e nas minhas experiências nas viagens por aí)

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

/// sempre arriscando ...


'A maravilha da natureza está em permitir que 
se tire partido dos cinco sentidos: você pega a planta, come o fruto , 
escuta o barulho da água , sente o cheiro da flor, contempla a beleza 
da transformação enquanto ela se desenvolve.' 

Sua inspiração começa na observação e sinto que falta
uma espécie de doçura por isso improviso um 'passarinho',
 algum orvalho ,uma ilha, um sonhar intermitente.
.... 
( alain bosque)

quinta-feira, 4 de junho de 2026

//// sobre esmiuçar


"Como longas escadarias,  Cada sala desembocando  
Numa próxima de outra cor.
 Cada imagem apresentando outra imagem,
em estilo vertiginoso, esfuziante e torrencial, patente também
 no desenho estrófico, com versos de tamanho
 muito desigual.

Por que nervo passa este movimento ?
Por onde se pode começar a esquadrinhar esta geografia ? "

(Albano Martins) 

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domingo, 31 de maio de 2026

// uma canção


(...)
"Minha laranja amarga e doce do meu poema 
feita de gomos de saudade minha pena pesada
e leve secreta e pura minha passagem para o breve,
breve instante de loucura. Minha ousadia, Meu 
desafio minha aventura
 minha coragem de correr
contra a ternura."

(Ary dos Santos) 

(Do Álbum de família)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

/// acho que vi estrelas


Lá o sol nunca se atrasa,
 Aqui na precisão Suiça ,não tarda as manhãs. 
       Atraso o relógio com receio de adormecer e
  não chegar a tempo do café, no dia seguinte. 

Sem seu consentimento ando a perguntar se também 
querias vir a mais uma temporada nos Alpes Suiços . 
Fico a imaginar que chegará a qualquer momento .
Gostava saber decidir . 

Quisera também inventar
um relógio onde o tempo não se declinasse e 
 nas longas noites
fôssemos as únicas estrelas.

( 2026,Genebra, maio /dos meus rascunhos)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

/// Flâneur II


Numa tarde luminosa caminho ,sem pressa
namoro vitrines , admiro a beleza surpreendente 
 da paisagem,
colho flores, anseio por qualquer poesia, uma palavra
que chegue logo, descortinando algo diferente 
desses que mudam tudo até o que nem sei 
que precisa ser mudado , enquanto isso a vida segue 
lesmamente ,encharcada. De ternuras.

(2026,maio)  
liscosta

terça-feira, 19 de maio de 2026

//// sobre guardar


Minha poesia é a fotografia
 e quem lê  voa comigo na 
 na ponta dos dedos
e na pupila dos olhos.

 Minha poesia 
carrego na
 bolsinha de mão. É um tesouro 
não posso perder porque 
é nela que me vejo.

   Minha poesia.
... 
 
Fotografia ,do veículo,na estrada 
num passeio)
 simplesmentelis,outroblog

sábado, 16 de maio de 2026

/// o amanhecer


Do lado de lá.  Um encantamento!
Há sempre um bem-te-vi que esquece onde está 
e imagina-se num espaço silencioso onde possa ouvi-lo.
 Diz que me vê. Me chama. Estou longe.
A saudade se alonga um pouco mais.
   Faz lembrar uma varanda 
 com uma paisagem cotidiana , bonita, não importa
se envolvida  entre  buzinas de carros e barulho adulterado
das motos que deixa as manhãs
 mais ruidosas.

O que importa é o mar , ao longe 
e alguns bilhetes presumidamente poéticos
 que tento rascunhar.

Ah! esse silêncio daqui !
 Da emocionante Genebra
Vejo pela janela ,os carros que passam ligeiros
sem buzinar, os trens compridos e sons suaves dos trilhos
 lembrando a adolescência no interior, o vento
 que chamam de bise e aparece faça frio ou calor.
 Calor aqui é coisa rara.
O sol só acaricia a pele deixa o coração quentinho
sem grandes atropelos como quem abraça
sem pressa, devagarinho. 

Assim permaneço nas 'lembranças que 
não se perdem' , e com um  sentimento empático
que entende esse outro, em outra sintonia
....
Aproveito pois, o silêncio _esse vento ,esse sol 
a doçura dos chocolates ,os queijos a la Gruyère, a raclette 
com o queijo derretido sobre batatas, o Fondue autêntico
como os do resort dos Alpes, os
vinhos do Porto  ( ali, da vizinha Portugal), 
 florzinhas espalhadas ao longo da cidade
e dos campos .

Vou colhendo nacos 
 do tempo ,da poesia, das emoções que 
  'desabrocham como lágrimas.'

( na primavera de Genebra.2026, maio) 
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terça-feira, 12 de maio de 2026

/// o sentido e a causa


"Tu que não vejo, e 
que me rodeias 
Com ideias estranhas e encanto, me arrebata e
 vai comigo por onde passeio 
é o sim e o não
 Se falo, te calas se vens, é enigma" 
   
(Antero de Quintal)

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

//// os bons bocados



Houve um tempo bom ,cheio de ternuras ,
Um jeito de escrever meio mordaz, meio irônico 
meio romântico ,muito riso, muito calor 
muito ruído ,muitos cafés e beijinhos com gosto de
 bom-bocado .
Depois aprendemos que "ilusões não se comem.
Não se comem, mas alimentam",,,  e nem tudo
é tocável .Talvez não se possa tocar.
Com certeza se possa sentir .
Costumava avisar que " matizes azulados do horizonte não
  se escrevem com palavras", E continuamos iludindo.
Já me conhecia tanto a ponto de reconhecer ,se conter 
 e dizer : ela não gosta disso'.

Gosto disso !
...
( dos meus rascunhos)
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(maio/2026,liscosta)

terça-feira, 5 de maio de 2026

// flanando por aqui ...


Trago hoje, Morges uma cidadezinha suiça, famosa por sua atmosfera florida,
a beira do lago Léman (conhecido como lago de Genebra),com vista para os
  Alpes.
 
A cidade tem várias atrações : o  (Chatêau de Morges),
uma fortaleza que se impõe na paisagem ,pela imponência e beleza, um 
 centro histórico cheio de cafeterias e lojinhas, um porto que serve
 como marina para iates e nos arredores os vinhedos de
 La Cotê , onde produzem vinhos e oferecem rotas para passeios e
 degustações.

Demos preferência passar a tarde no 'Parc de l'Indépendance' ,onde
é realizado anualmente, na primavera , a Fête de la Tulipe ,
 quando o Parque ganha vida com uma variedade de cores vibrantes
 que impressiona, encanta os olhos e alimenta a alma.

Tudo isso perto das majestosas montanhas e de um lago azul 
 azulíssimo ,,, 
Uma escolha perfeita ! a poucos minutos da elegante Genebra.
Uma amostra das tulipas ,que deixo para os amigos.
 
(na primavera de Genebra,em maio de 2026) 
(liscosta)

sexta-feira, 1 de maio de 2026

/// nostalgias invisíveis no corpo


" Repara. Há um rio correndo entre as falanges dos dedos.
Navegá-lo-ás solitário, porque solitário são as navegações humanas, todas,
como inavegáveis são os rios , todos os rios da terra, anteriores ao mar. 
Onde tu vês a foz é a nascente que vês.
Que os rios, como tudo o que é  fluido e movente ,nascem ao contrário."
(Albano Martins)

Assim também são as metáforas incandescentes que os poetas deixam correr
para que o leitor os persiga.

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(lago de genebra, em Morges,cidade vizinha)

terça-feira, 28 de abril de 2026

//// 'o infinito sou eu '


A cidade acordou para um dia de fina neblina a onze graus. Faz frio.
Bom para ler e escrever. Leio com atenção apurada
os poemas e crônicas que recebo.
 Há neles um talento sutil de tratar as palavras numa densa bruma, que
sempre me leva a divagação. E, já vai longe o tempo que nos une e nos
separa e que trocamos cartas, bilhetes ,livros e paisagens.
 As vezes flores e cafés, tudo isso, ao bel prazer, sem antes
 consultar ou ter certeza se gostou.
 E assim seguimos confiantes, não há o perigo de ver nos olhos
 algum desagrado. As minhas errâncias já são conhecidas e perdoadas.
Falta-nos um ajuste passional.
rs
Perdão amigos, mas hoje o dia está apropriado para crônicas
 ( na verdade ,só eles sabem),
 mesmo assim rabisco, porque minha força interna
 é maior que a casca.
O fato é que estou sempre em desigualdade .

Vou fazer um café _ quem me acompanha?

( dos meus rascunhos )

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(Genebra, Abril, 2026 )

domingo, 26 de abril de 2026

/// alma feminina



"Tornaram-se mais mansas as manhãs 
As nozes de um dourado mais escuro 
As bagas mais carnudas e mais cheias
A rosa não está no jardim 
O arbusto usa um cachecol mais verde
O campo, um manto todo em cor escarlate
Para não me sentir mal , fora de moda 
Vou usar uma joia
algum enfeite."

(Emily Elizabeth Dickinson)

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