Há flores pelos caminhos de Genebra e vez ou outra, alguma chuvinha.
Não é aquela chuva que escorre pela janela ,encharca
a calçada e a alma. È apenas uns respingos leves,
como a garoa de Londres. Tudo muito diferente do meu Brasil.
Até o sol aqui é muito tímido. Ou seria gentil?
Sinto que cada vez mais, preciso desse olhar mais apurado e
contemplativo, de longe,
Estamos habituados a observar tudo de
modo superficial, as vezes voraz, ou seja, apressados.
Tomo pois, uma fatia dessa manhã, e dou-me ao luxo da preguiça.
Dedico-me a contemplar e refletir sobre tudo nessa viagem .
As minhas meninas surpreenderam e seguindo a
cultura Suiça , deixaram a casa dos pais e foram cuidar
da vidinha delas, sozinhas.
Estão felizes. As tardinhas passam para o jantar e conversar.
Aquela conversa básica, cheia de contos, risos e carinho.
Abro a janela para apreciar a folhagem molhada.
A poucos dias as árvores
estavam desnudas e reparo que já se vestiu de um verde claro.
E bonito ver seus galhos ao vento .
Me distraio com o gato suiço da família, me acolhe, me alegra
e lembra muito a minha Pitty .Gostamos de gatos.
Olho o relógio que não é minha realidade e sinto
que vou tornando-me mais sensível ,cheia de dúvidas metódicas.
Estar longe de casa ,acontece essas variações de saudades bobas.
Devaneio estranho esse porque o que importa hoje,
é mesmo espreguiçar, lendo, de preferência ,os Salmos de Davi.
(liscosta,2026, abril, Genebra )
simplesmentelis,outroblog




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