sexta-feira, 5 de agosto de 2022

/ dispa-me ...


 Mas dispa-me completamente.  Certifica-te de
que nada em mim excede. Tira-me todo pano
           todo pudor, todo porvir. Dispa-me dessa      
mulher madura que  insisto em ser.
    Tira de mim essa sensação de que há      
sempre  só partida para os meus amores.
Dispa-me dessa fome  que tanto me revela,
dessa insegurança,  dessa timidez. 
Mas, quero ser despida ao sol .
Preciso estar certa do que me tiras.
Dispa-me logo dessa mágoa; que finjo
 não sentir. Porque agora quero
 estar assim ... desabitada 
Deixa-me docemente desguarnecida.
E só me veste de novo se for com as tuas mãos 
em concha, assim como um parênteses 
no meio do dia."
 
(Solange Maia) 

simplesmentelis, outro blog 

15 comentários:

  1. Olá, querida amiga Lis!
    "Deixa-me desguarnecida"... De mim, dos meus medos, dos meus pudores, dos meus abandonos, de tudo que não for de ti.
    Deixa-me te pertencer... A qualquer hora do dia.
    Muito lindo o texto, Lis.
    Tenha um final de semana abençoado!
    Beijinhos com carinho fraterno
    😘🕊️💙💐

    ResponderExcluir
  2. Um poema muito bem conseguido, só aparentemente sensual porque ele é, afinal, um poema muito profundo.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  3. Muito belo Lis este poema!
    Este poema é um grito de alma... ou um suspiro!

    As coincidências existem! :)
    Ontem postei um poema onde encontras esta expressão:
    (...)
    "Mas os dias parecem surdos
    ao rumor da luz,
    perderam a clara limpidez
    que nos leva ao deleite,"

    Todos precisamos de um sol cálido!
    Bom fim de semana.
    Beijo!

    ResponderExcluir
  4. Um poema muito belo e intimista de Solange Maia, ilustrado pela beleza de uma árvore de folhagem caduca.

    Gostei muito, Lis!

    Bjo!

    ResponderExcluir
  5. boa tarde Lis
    um poema muito intimo a que a foto fez completa sintonia.
    gostei do conjunto.
    bom final de semana.
    beijo
    :)

    ResponderExcluir
  6. Muito linda poesia, meus parabéns.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. Foto e poema deslumbrantes de ver e ler
    .
    Feliz fim de semana… abraço poético
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

    ResponderExcluir
  8. Minha querida... Voltando com muitas saudades. Depois de tantos anos sinto que estou regressando a CASA. Estou abrindo a porta à amizade linda que construímos aqui . Deixo o meu carinho e um beijinho.

    ResponderExcluir
  9. Um poema muito bonito e muito bem ilustrado.
    Abraço, saúde e bom domingo

    ResponderExcluir
  10. Gosto muito destes galhos despidos, mas o poema é um grito que neste momento sinto dentro de mim. Gostava muito de ser eu a escrevê-lo, é lindo e traduz tudo o que me vai na alma neste momento.
    Receba meu abraço, Lis

    ResponderExcluir
  11. Arvores nuas em olhares de outono na nudez que não se condena.
    Mudam-se as folhas refazem o ciclo e o encanto vem com a Primavera.
    Bela foto e poema.
    Bom domingo de belos olhares Lis.[
    Bjs de paz

    ResponderExcluir
  12. Adorei o poema.
    Bom domingo
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  13. Foto magnífica que o poema vestiu perfitamente. Amei, Lis! (Meu gadget lista de blogues não funciona mais e nada atualiza, o que me dificulta saber quem tem novas publicações. Já tentei de tudo e não consegui. Muito chato! ) Bjs.

    ResponderExcluir
  14. Um poema belo e profundo, que a formidável imagem revestiu muito adequadamente!
    Adorei tudo!!! Beijinhos
    Ana

    ResponderExcluir