sábado, 16 de maio de 2026

/// o amanhecer


Do lado de lá.  Um encantamento!
Há sempre um bem-te-vi que esquece onde está 
e imagina-se num espaço silencioso onde possa ouvi-lo.
 Diz que me vê. Me chama. Estou longe.
A saudade se alonga um pouco mais.
   Faz lembrar uma varanda 
 com uma paisagem cotidiana , bonita, não importa
se envolvida  entre  buzinas de carros e barulho adulterado
das motos que deixa as manhãs
 mais ruidosas.

O que importa é o mar , ao longe 
e alguns bilhetes presumidamente poéticos
 que tento rascunhar.

Ah! esse silêncio daqui !
 Da emocionante Genebra
Vejo pela janela ,os carros que passam ligeiros
sem buzinar, os trens compridos e sons suaves dos trilhos
 lembrando a adolescência no interior, o vento
 que chamam de bise e aparece faça frio ou calor.
 Calor aqui é coisa rara.
O sol só acaricia a pele deixa o coração quentinho
sem grandes atropelos como quem abraça
sem pressa, devagarinho. 

Assim permaneço nas 'lembranças que 
não se perdem' , e com um  sentimento empático
que entende esse outro, em outra sintonia
....
Aproveito pois, o silêncio _esse vento ,esse sol 
a doçura dos chocolates ,os queijos a la Gruyère, a raclette 
com o queijo derretido sobre batatas, o Fondue autêntico
como os do resort dos Alpes, os
vinhos do Porto  ( ali, da vizinha Portugal), 
 florzinhas espalhadas ao longo da cidade
e dos campos .

Vou colhendo nacos 
 do tempo ,da poesia, das emoções que 
  'desabrocham como lágrimas.'

( na primavera de Genebra.2026, maio) 
simplesmentelis,outroblog

3 comentários:

  1. https://existeumolharbymanu.aminus3.com/16 de maio de 2026 às 09:03

    A primavera é sempre bonita, seja com ruído ou sem ele.
    O importante é o modo como se vêem e semtem as coisas.
    Bonitos olhares.
    Receba meu abraço

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  2. Wow! Nada a declarar... só decantar este vinho na taça do poema!
    Abraços, Lis!

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  3. A azáfama das cidades, a pressa, os barulhos, as luzes e as cores, há cidades que nunca dormem. Eu gosto desse caos, que ao cair da noite sossega por breves momentos enquanto todos se reúnem para o jantar. Bonitas fotografias e bonito poema. Ana Lúcia

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